OS TEMPOS QUE CORREM. Miguel Vale de Almeida


7.4.06  



Da perturbação profunda

«[...]A sua avidez afectiva pode tomar um carácter agressivo em relação ao meio envolvente. Não é de afastar em D. Sebastião um conteúdo homossexual, o que constituiria uma perturbação profunda vinculada ao ideal do eu narcísico. O esforço que D. Sebastião faz para corresponder às expectativas do reino, esforço físico e moral que o leva a usar da caça e dos exercícios de campanha desmesuradamente, chega a ser comovente. É um jovem bem constituído mas cujo conflito interior está na base duma tristeza que iria ser-lhe fatal. Nada há que o possa salvar; e ao país, com ele.[...]»

É um extracto de um texto de Agustina Bessa-Luís publicado no Abrupto. Uma perturbação profunda vinculada ao ideal do eu narcísico. Não é de afastar um conteúdo heterossexual.

mva | 16:11|