OS TEMPOS QUE CORREM. Miguel Vale de Almeida


31.3.06  



Paneleiros

Espero que venha mesmo a haver um "caso" com a estória do hino da Galp. Parece que estou mesmo a ver o que se passou: produtores, letristas, cantores, músicos, acharam que estavam a "brincar", citando o estilo dos grupos de apoiantes de equipas de futebol, conseguindo assim chegar a uma identificação com o povo (ou o que julgam ser o povo, uma entidade que com certeza não inclui gays, como normalmente não inclui mulheres). É claro que deveriam saber que esse tipo de tiro sai frequentemente pela culatra. Num spot de TV (grandes audiências), duma das maiores empresas nacionais (responsabilidade social acrescida? Yeah, right...), referente a uma selecção nacional (repetir o parênteses anterior), só mesmo muito descuido pode "justificar" a letra. Mas é isso que é terrível: o descuido, a desatenção, o estar-se nas tintas. Descuido que será desculpado pela onda neocónica de anti-correcção política que grassa pelos jornais - uma versão mais "académica" do oh, deixa lá, isso são coisas de rapazes....

mva | 16:45|