22.7.05
Não ota nem desota.

Não percebo a Ota. Não percebo os argumentos de quem é a favor da Ota, nem os de quem é a favor de manter a Portela indefinidamente. É óbvio que a Portela significa ruído e constrangimento ao crescimento. Mas é mais que óbvio que a Ota significa um absurdo de custos e uma distância da cidade igualmente absurda - só justificável em cidades muitíssimo maiores que Lisboa. E quanto ao investimento público, emprego gerado, etc., tudo fica por explicar - como tudo ficou por explicar quando dos n estádios para o Euro 2004. Basta voar um pouco com o Google Earth para ver que há alternativas. Já o TGV será outra história. Assuma-se de uma vez por todas a centralidade de Madrid no espaço ibérico e a inserção de Portugal no mesmo, e faça-se com que essa inserção funcione e beneficie todos os cidadãos. O resto é muito triste: há décadas que vejo ministros caírem por causa de terrenos e empreiteiros...
PS: A Ota é o borrãozinho vermelho perdido lá para cima no mapa...
mva |
11:50| 
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