OS TEMPOS QUE CORREM. Miguel Vale de Almeida


24.6.05  

A gente depois vê isso.

Não percebo o "argumento" recorrente do tipo "não é uma prioridade, com tantos problemas por resolver no país...", usado para adiar a igualdade de direitos. É que, no caso do casamento, basta alterar o Código Civil. Qualquer comissão parlamentar faz isso às três pancadas, com o texto à frente e o lápis na mão. Quanto ao debate, claro que será feroz. Mas em que é que isso prejudica a economia ou aumenta o défice ou o desemprego? A velha teoria das prioridades - partilhada à esquerda e à direita, profundamente masculinista no seu privilegiar de certos assuntos de "homem" e no desprezar de "coisas de mulheres e maricas" - passou para o "povo".

mva | 11:41|