OS TEMPOS QUE CORREM. Miguel Vale de Almeida


19.6.05  

Força, Galiza!



Imaginem que não tinha havido 1640 em Portugal. Imaginem que, séculos mais tarde, na ditadura franquista, um tuga rurícola e beato - sei lá, o Salazar, ou um boçal demagogo, tipo Jardim - ia para Madrid e tornava-se ministro do ditador. Imaginem, depois, que na transição para a democracia a criatura safava-se, regressava à terriña/terrinha e era eleito presidente da Xunta/Junta autonómica. Imaginem - não é difícil, pois não? - que o coiso (OK, demos-lhe um nome: Fragazar? Xardim?) se tornava num cacique, apropriando-se da administração através das "normais" redes de patrocinato e tráfico de influências. E durava, durava, durava, mesmo quando a pele de coelho já cheirasse a ranço e as baterias babassem ácido.

Hoxe/hoje teríamos a oportunidade de votá-lo fora.

mva | 12:53|