18.6.05
A força da gravidade.
 Figura de negra sustentando uma coluna num café do Porto; (des)calçada portuguesa em Lisboa.
Em Espanha o governo comenta assim a manifestação contra a nova lei do casamento:
«...el Ejecutivo de (...) Zapatero resolvió lanzarse al contraataque y criticar en especial la presencia de los obispos en la marcha de hoy. La vicepresidenta primera del Gobierno, María Teresa Fernández de la Vega, aseguró que "serán los ciudadanos los que deban juzgar que una parte de la jerarquía eclesiástica haya elegido una cuestión como ésta para salir a la calle a manifestarse". De la Vega recordó en todo momento que la reforma impulsada por los socialistas, y apoyada por el resto de partidos de izquierda, no supone en ningún momento un "recorte de libertades". "Lo único que hemos hecho - aseguró - es dar derechos a quienes hoy no los tenían".» (La Vanguardia)
Em Portugal, O Governo-Civil de Lisboa sobre a manifestação "contra a criminalidade":
«O porta-voz do Governo Civil, Geraldo Ayala, disse que "foram analisadas as condições em que foi apresentado o aviso subscrito por três cidadãos sobre a manifestação" e que este está "de acordo com as disposições legais existentes".» (no Público)
À resposta política, de um governo, contrapõe-se a resposta burocrática, dum governo-civil. Curiosamente, até nem acho isto problemático. Agir preventivamente contra a manifestação racista (que se apresentou matreiramente ao G-C como iniciativa de 3 pessoas contra "a criminalidade") seria promovê-la ainda mais do que o estão a fazer os jornais... O que se exige é que as autoridades ajam se houver um só slogan racista dito hoje no Martim Moniz. E que, a partir daí, investiguem a fundo as redes que estão por detrás da organização da coisa. A beleza da democracia está na possibilidade de os anti-gays sairem à rua, ou na extrema abertura do direito de manifestação em Portugal. Mas a beleza só será perfeita se a resposta for, política e legalmente, dirigida aos conteúdos expressos pelos manifestantes. Em ambos os casos é preciso dizer, vezes sem conta, que esta gente, em Madrid ou em Lisboa, está a reinvindicar menos direitos aos seus concidadãos. E no caso português, se se apelar ao ódio, nunca mais esta gente deverá poder manifestar-se, devendo as redes dos organizadores ser investigadas e perseguidas até às últimas consequências.
mva |
11:17| 
|