| OS TEMPOS QUE CORREM. Miguel Vale de Almeida |
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16.5.03 Já agora, qual a intenção ao ter escolhido este título para esta página? "Os Tempos que Correm" é o título de um livro que publiquei, coligindo crónicas que saíram no "Público" nos anos noventa do século passado. Quis recuperar o título, pois acho que tem tudo a ver com formas de comunicar e disponibilizar opinião que não precisam de esperar pelo papel e a livraria. Aquelas crónicas - e depois as da minha homepage e, agora, este "diário" - já denotavam a prisão em que me vejo e a liberdade em que me revejo, nas fronteiras pouco claras entre ser antropólogo, cronista, militante e activista e até mesmo ficcionista amador. "Diário de campo" é a expressão que se usa na minha profissão para referir as notas pormenorizadas e densas que o antropólogo vai tomando durante o trabalho de campo (a sua vivência com os grupos ou pessoas cuja cultura estuda). Nada me leva a crer que o sítio onde vivo e as pessoas e forças que me rodeiam sejam menos exóticas do que aquelas a milhas de distância daqui. Como, além disso, sou cidadão desta República, posso fazer das observações acções. Deixo de ter que ser "neutro" e passo a ser "interveniente". A maneira melhor de o fazer num contexto que não é científico é manifestando o que se acha mesmo, ao arrepio de sensos comuns de todo o tipo. A essa atitude gosto de chamar "terrorismo cultural". Ela vem "explicada" em duas crónicas de 2002 e 2003. Aqui não surgirão textos "científicos" (a não ser referências a eles) nem acções políticas concertadas com as gentes do meu partido, nem com as do movimento social em que sou activo Finalmente, esta página não foi pensada exactamente com a ideia de ser um fórum de discussão gerido por mim, mas mais como um diário em aberto, um "livro" em construção permanente, onde os comentários e a discussão dos assuntos abordados são bem-vindos. Ah, mais uma coisa: o co-título em inglês não é pedantismo: por vezes escreverei em inglês, ou porque essa língua é mais expressiva para certas coisas, ou por querer "atingir" pessoas que não percebem português. mva | 13:26|
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