| OS TEMPOS QUE CORREM. Miguel Vale de Almeida |
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15.5.03 Bem sei, bem sei, o sorriso na foto é um pouco estranho, mas é do que a casa gasta... Apenas quis que vissem a cara por detrás das palavras (Comentário possível: "vocês na esquerda são muito colectivistas mas, no fundo, não resistem ao individualismo..."). Sobretudo, quis que vissem o que é estar numa rua onde a bandeira do arco-íris marca uma zona "libertada" (um dos efeitos benéficos do "politicamente correcto"). A cidade é São Francisco e o bairro o Castro. E a bandeira é a bandeira do movimento gay (mais exactamente: queer) e NÃO a dos pacifistas italianos que vimos nas manifs anti-guerra (bem sei que eles adicionaram a cor branca, mas mesmo assim deveriam pagar direitos). Já agora, um comentário sobre a questão do individualismo e da autoria: recentemente ouvi uma mulher dirigir-se a uma plateia num congresso político usando a expressão "Bom dia, pessoas!"; explicou, então, que não queria usar nem "companheiros", nem "amigos" ("camaradas" parecia estar fora de questão por outras razões...), mas a única expressão que, sendo neutra no género, se apresenta como feminina. Descobri depois que a expressão é boa por outra razão: é que permite conciliar o colectivo a que se dirige e o facto de os colectivos serem (também) constituídos por indivíduos. A diversidade e a individualidade devem ser contempladas no pensamento e na prática da esquerda. Trata-se, afinal, da teoria da "estrelinha com cabeça". mva | 18:49|
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